Evento destacou a importância do diagnóstico precoce, do autocuidado e da escuta das mulheres
Na manhã desta sexta-feira, 31, o Hospital Amparo de Maria realizou, no auditório da unidade, uma roda de conversa voltada às colaboradoras, encerrando as atividades do Outubro Rosa com um momento de troca, aprendizado e sensibilização sobre o câncer de mama.
Durante o encontro, duas participantes foram contempladas com ultrassom de mama, axilas e transvaginal. A condução foi feita pela residente de Ginecologia do hospital, Dra. Amanda Gabriela Rivera Silva, que reforçou a importância da prevenção e do cuidado integral com a saúde da mulher.
“É fundamental conscientizar as mulheres sobre o autocuidado, tanto na prevenção do câncer de mama quanto na saúde mental e em outros exames de rastreamento. Momentos como esse são importantes para escutar as mulheres, tirar dúvidas e promover o diagnóstico precoce, que faz toda a diferença no tratamento e no prognóstico”, destacou a médica.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no país e, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 19 mil mulheres morrem todos os anos em decorrência da doença no Brasil. Ainda segundo o INCA, a mamografia é recomendada a partir dos 40 anos até os 74, conforme o novo protocolo do Ministério da Saúde. Anteriormente, a faixa etária era de 50 a 69 anos.
Dra. Amanda também ressaltou que amamentar é um fator de proteção, assim como a prática regular de atividades físicas e uma alimentação saudável. “Quando falamos de autocuidado, precisamos lembrar que a pessoa mais importante da nossa vida somos nós mesmas. É preciso se cuidar para poder cuidar do outro”, reforçou.
Histórias que inspiram cuidado e empatia.
A coordenadora administrativa do Hospital Amparo de Maria, Cristiane Brito, abriu o evento e falou sobre o acolhimento da campanha Outubro Rosa pela instituição.
“O Amparo sempre abraça causas importantes, e o Outubro Rosa é uma delas. Esse momento de encerramento é também uma troca de experiências e união de forças. Precisamos estender essa conscientização para além de outubro, porque o Amparo cuida dos pacientes e também dos seus colaboradores”, afirmou.
Cristiane compartilhou ainda sua vivência pessoal com o câncer de mama:
“Eu tinha apenas 16 anos quando minha mãe foi diagnosticada. Naquela época, não existiam as políticas públicas que temos hoje, e isso trouxe grandes dificuldades. O câncer atinge não apenas quem o enfrenta, mas toda a família, os filhos, o marido, a mãe. É uma luta física, emocional e espiritual. A prevenção é essencial para todos”, completou emocionada.
“O que mata não é o câncer, é a falta de diagnóstico”
A gerente de atendimento, Mirielly Barbosa Santos, também dividiu sua experiência com a doença.
“Na minha família há muitos casos de câncer. Desde nova, sempre tive o hábito de fazer o autoexame, e foi assim que descobri um nódulo. Passei por todo o processo de investigação e cirurgia, e graças a Deus não era maligno. Mas o susto me fez entender a importância de estar sempre atenta”, contou.
Mirielle ressaltou que o medo deve dar lugar à atitude:
“O que mata não é o câncer, é a falta de diagnóstico. Quando o problema é descoberto a tempo, a chance de cura chega a 100%. Precisamos vencer o medo, falar sobre o assunto e incentivar outras mulheres a se cuidarem. Essa palestra foi muito importante porque faz a gente refletir sobre o nosso corpo e nossa vida”, finalizou.
O evento encerrou o ciclo de atividades do Outubro Rosa no Hospital Amparo de Maria, reforçando o compromisso da instituição com o cuidado, a escuta e a saúde integral das mulheres dentro e fora da maternidade.
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